Pinball: Diversão que atravessa gerações nas máquinas do fliperama

Quem tem mais de trinta se lembra dessas belezuras. Do tempo que não existia o Xbox nem o WhatsApp e as redes sociais eram mesmo as esquinas, onde a galera se socializava, batendo papo, discutindo futebol ou tocando um violão. E “game” da época era mesmo o pinball, que a gente aqui em Teresópolis chamava de flipper. E uma das figuras mais presentes nos fliperamas da Várzea, mais precisamente do Parque Regadas, era o documentarista Léo Bittencourt. O Leleco, como era conhecido na época. Léo hoje frequenta o Pinball Player no Bairro de Fátima que, inclusive, conta com duas máquinas daquele tempo lá do Regadas e se emociona ao lembrar os bons tempos nos anos setenta, quando jogava diversas fichas e se divertia com amigos em uma época pré videogame, pré tudo. A felicidade era bem mais “barata” e intensa. Sem dúvida.

Leleco ficou encantado com a abertura da Pinball Player. “É muito importante pra cidade ter algo assim. Uma opção de entretenimento desta qualidade. Eu acho que fui cliente do primeiro fliperama que tenho notícia onde hoje está o estacionamento da Praça Olímpica com máquinas antigas que o contador era ainda de roleta, parecendo de posto de gasolina”, sorri o fotógrafo que, com o seu projeto Reminiscências, resgata a história do nosso município com documentários que vão da estrada de ferro até a Seleção Brasileira. Hoje, ele conta um pouco da história dos fliperamas que, como muitos, matava aula para manejar as palhetas das máquinas do “Menininho”, um rabugento proprietário de fliperama no centro da cidade… “O Menininho brigava com quem não tratasse com carinho as suas máquinas, zangava mesmo ‘Você sabe quanto custa uma palheta dessas?!!!’ Era fogo porque a gente jogava na porrada, não queria perder, mas tinha um cara que chegava lá, com todo carinho e classe e ganhava muito. Então dava realmente pra vencer sem dar porrada” (risos).

Pinball de hoje

O pinball foi criado nos anos sessenta, mas foi mesmo nos anos setenta que houve o bum, do qual o nosso personagem participou. E a despeito de ser uma cidade atrasada, sobretudo naquele tempo, Teresópolis já tinha boas máquinas no Parque Regadas e a galera delirava. “Hoje o pinball é muito mais porrada do que estratégia. Nós temos aqui no Pinball Player duas máquinas daquela época. A Rallye e a Shark eram de uma loja do Parque Regadas”, mostra o jogador, para depois falar da atualidade: “Hoje a maioria das maquinas aqui não são de estratégia, mas de pancada mesmo. O cara tem que saber jogar na pressão, mas é muito divertido também. Uma adrenalina danada”, sorri.

Ponto de encontro

Léo divulga o flipper na sua rede social porque acredita ser importante incentivar investimentos deste tipo. “Eu quero que continue e por isso divulgo, para que a cidade tenha opções deste nível. Acho super válido”, afirma o documentarista que já levou namorada, encontrou amigos de infância e até levou o seu filho mais novo, que é “gamer”, para jogar. E ele curtiu, Léo? “Curtiu. Curtiu o jogo e curtiu mais ainda o pai curtindo” (risos). “Acho interessante a garotada vir aqui. Aprender o jogo e arriscar uma fichinha. No game você joga, ganha ou perde, mas aqui você arrisca um dinheirinho. É barato, mas é um dinheirinho e isso faz você se concentrar. Tem um outro sabor.”, completa a fera que recomenda o Pinball Player que fica na Rua Tietê, 93 ao lado da Casa de Cultura.

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